Morre vítima de feminicídio internada no HB

Por Thais Cavalcante 09/08/2017 - 11:47 hs
Foto: Divulgação
Morre vítima de feminicídio internada no HB
Carro usado pelo acusado para fugir

Morreu, na noite desta terça-feira (8), no Hospital de Base (HB) de Bauru, Áurea da Silva, de 49 anos, vítima de  feminicídio. O óbito foi registrado na madrugada de hoje na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru.

Áurea foi atingida por tiros, no último sábado (5), disparados pelo ex-marido Andiras Aparecido Gonçalves Barca, de 54 anos, em Agudos (13 quilômetros de Bauru).

Ela foi mais uma vítima da violência contra a mulher em plena semana em que a Lei Maria da Penha completou 11 anos.

Ela já havia registrado ao menos cinco boletins de ocorrência (BO) contra seu ex-marido. Separados há nove anos, eles viveram juntos por 11. Andiras, porém, não aceitava o término.

Áurea já havia registrado dois BOs por ameaça contra seu ex e outros três por desobediência de medida protetiva obtida por meio da Lei Maria da Penha. A qual fixava um limite de distância que o acusado deveria manter da vítima.

A proibição no papel, no entanto, não surtia efeito na vida real. Em maio deste ano, ela registrou sua última queixa contra ele.

CRIME

No último sábado, à tarde, nova desobediência à lei. Ela caminhava do mercado para casa quando, no Jardim Santa Cecília, foi abordada por Andiras. Mas, desta vez, Áurea não teve chance.

Com uma garrucha em mãos, ele desferiu um tiro à queima roupa no ombro dela, que mesmo após cair, teria sido levantada pelo cabelo e levou outro tiro na cabeça, segundo o delegado Jader Biazon.

"Depois, ele tentou furtar um carro, mas não conseguiu e fugiu correndo. Testemunhas o acompanharam e viram o momento em que ele abandonou a arma em um terreno. Ele foi contido por eles", conta o delegado.

O acusado, então, entrou em luta corporal com as testemunhas pouco antes de a PM chegar.

O crime ocorreu no cruzamento entre as ruas Andrade Neves e Joaquim Ferreira Souto. O acusado foi contido na rua José Salmen.

HISTÓRICO VIOLENTO

Em 1997, quando residia em São Paulo, Andiras já havia sido condenado por tentar matar outra ex-mulher e a mãe dela.

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