Niles diz que presidente de Sindicato é “incompetente”

Quati rebate afirmação: presidente da Câmara é “covarde”

Por Cristiane Gomes 17/04/2018 - 09:51 hs
Foto: S2 Notícias/Arquivo
Niles diz que presidente de Sindicato é “incompetente”
Niles é presidente da Câmara de Barra Bonita

 

A Câmara de Vereadores de Barra Bonita iria votar na noite de ontem (segunda-feira, 16), em segunda discussão, o aumento dos servidores públicos municipal, mas um pedido de vistas dos vereadores Lelo Lodi e Marcos Gava Jr. adiou o reajuste dos funcionários.

É que devido toda a celeuma provocada pelo presidente da entidade, Marcos Edvaldo dos Santos, o Marquinhos Quati, na semana passada, fez com que os vereadores paralisassem o projeto de aumento para rediscutir o assunto.

“Pelo que o presidente do sindicato passou através da imprensa, parece que teve discordância dos valores de reajuste. Então é melhor a gente ouvir detalhes”, justificou Lelo. “A gente votou na semana passada achando que estava tudo certo aí vem o presidente e diz que fomos precipitados em aprovar. Melhor saber o que está acontecendo”, completou Gava.

O presidente da Câmara, Niles Zambelo Jr. criticou a atitude de Quati. “Nós demos celeridade ao projeto para que os funcionários recebam já no próximo pagamento o aumento. Aí vem o presidente do sindicato, diz que não sabia de nada e repudia a ação da Câmara”, questiona Niles. “Ele foi incompetente em falar em repúdio para a Câmara. Ele é quem tem de prestar contas de sua incompetência”.

Agora a Câmara enviará ofício ao sindicato dos servidores para saber o que de fato está deliberado em assembleia.

O outro lado

Procurado pelo S2 o presidente do sindicato informou que Niles é "covarde" por ter voltado atrás de uma votação que já havia sido feita em primeira discussão na semana passada. Segundo ele essa foi uma maneira de defender o prefeito Zequinha Rici de todo imbróglio envolvendo o reajuste dos servidores.

Entenda o caso

Nas últimas semanas o sindicato vem discutindo com os funcionários públicos municipais o reajuste anual da categoria. Várias assembleias foram realizadas. Em várias estiveram presentes os vereadores Adriano Testa, José Carlos Fantin e Joãozinho Pereira. Na última teria se chegado a um consenso: 5% de aumento e mais R$ 20 no valor do ticket alimentação.

A Câmara votou em regime de urgência na segunda-feira (9) o projeto de lei dando esse reajuste. Porém, no dia seguinte, Quati convocou a imprensa para repudiar a ação do Poder Legislativo e do prefeito por terem colocado em votação sem antes receber documento do sindicato com a confirmação do acordo.

Por isso, na sessão de ontem (segunda-feira, 16), a Câmara paralisou o projeto para ouvir o sindicato.