Tietê teve morte de peixes no início do mês

ONG Mãe Natureza já havia feito essa previsão diante da baixa oxigenação da água

Por Carla Parezan 10/10/2018 - 08:55 hs
Foto: Imagem ilustrativa/Google

No dia 22 de setembro, dia do Rio Tietê, a ONG Mãe Natureza (Movimento de Amparo Ecológico), fez um alerta. Havia variações preocupantes em relação ao oxigênio na água do rio e isso poderia levar a morte de peixes. A previsão realmente se confirmou e isso ocorreu no início de outubro.


Naquela ocasião havia nitrato na água e isso provocou mudanças nos níveis de oxigênio. “A qualidade da análise daquele dia não tinha sido boa. E havia a possibilidade de mortandade de peixes. O que de fato aconteceu”, explica o capitão Hélio Palmesan, da ONG Mãe Natureza.


A ONG em parceria com a escola SESI de Barra Bonita acompanha e monitora os níveis de oxigênio e a presença de substâncias na água do rio. É uma avaliação mensal e que o resultado fica exposto em uma placa ao lado do porto dos navios.


Mesmo rico em nutrientes o Tietê tem alguns fatores que mudam sua rotina. Chuvas em São Paulo, por exemplo, causam efeitos no Tietê daqui, porque o rio corre de lá para cá. “O que é lavado na calha do rio é trazido para a nossa região e piora os níveis de oxigênio da água”, informa Hélio. “Mesmo com esses fenômenos, os níveis de oxigenação na água que passa por Barra Bonita são ótimos. Variam de 4 a 6 mg de oxigênio, níveis que permitem a sobrevivência de qualquer espécie aquática”.


Outro fenômeno que é observado na nossa região é a água verde. Essas mudanças acontecem por causa da alta das temperaturas que acontecem em novembro e dezembro. “No final do ano sempre tem mortalidade de peixes. Algumas bactérias deixam o rio com a tonalidade verde, o que consome muito oxigênio”, explica o capitão. Segundo ele, as algas fazem a fotossíntese para se alimentar e se multiplicam do dia para a noite. Com a grande população no rio, as plantas e os peixes disputam o oxigênio.