Tratamento de Esgoto será entregue no dia do aniversário

Depois de quase oito anos enfim estação entra em operação em Barra Bonita

Por Sandro Alponte 14/03/2019 - 15:36 hs
Foto: Assessoria de Imprensa
Tratamento de Esgoto será entregue no dia do aniversário
Estação de Tratamento de Esgoto de Barra Bonita está pronta para ser entregue

Agora é oficial. Pelo menos até hoje. A ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) de Barra Bonita será entregue na próxima terça-feira, dia 19, aniversário de Barra Bonita, em cerimônia que será realizada ao meio-dia.

A obra começou em julho de 2011, administração do ex-prefeito José Carlos de Melo Teixeira, o Nenê. E tudo parecia que seria bem rápido. Parecia! Quando esteve aqui no município, um ano antes, o então governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que faria questão de estar aqui no ano seguinte para participar da inauguração. Alckmin não é mais governador e a obra muito menos ficou pronta em tão pouco tempo.

O Daee (Departamento de Água e Energia Elétrica) é o responsável pela construção da ETE. A justificativa para a demora, segundo o órgão, se deve a complexidade e o alto valor do investimento e alterações do projeto com a necessidade de construção de novos emissários.

Por isso a obra foi dividida em duas etapas. A primeira foi de 2011 a 2015 e a segunda até agora. A informação do Daee é de que se trata de uma das mais modernas do Brasil em tratamento de esgoto.

Localizada na margem direita do Rio Tietê, junto à estrada vicinal BRB 040, a ETE tem custo final de aproximadamente R$ 30 milhões e capacidade para tratar cem por cento dos esgotos domésticos de Barra Bonita. O benefício pode atingir até 50 mil habitantes, população projetada para 2030. Atualmente o Tietê recebe cerca de 77,6 toneladas por mês de carga orgânica proveniente do esgoto doméstico que é lançado in natura.

 

A Estação

 

A ETE de Barra Bonita vai operar com um conjunto de reatores anaeróbio e aeróbio, flotação por ar dissolvido e desinfecção final com luz ultravioleta. A obra conta também com uma estação elevatória, de 3,3 mil metros de interceptores, emissários e linha de recalque, e sistema de água de reuso.

Este processo de tratamento, além de apresentar um baixo custo de implantação e operação, necessita pouca área para se implantado e apresenta simplicidade operacional, baixa produção de lodos e eficiência compatível com a legislação ambiental.