Verpa diz que processo não o impede de trabalhar

Prefeito eleito de Igaraçu comenta que oposição quer criar instabilidade no município

Por Sandro Alponte 02/12/2020 - 11:51 hs
Foto: Reprodução S2 Notícias
Verpa diz que processo não o impede de trabalhar
Ricardo Verpa é o prefeito eleito em Igaraçu do Tietê

O prefeito eleito de Igaraçu do Tietê, Ricardo Verpa, esteve agora de manhã na Rádio Canoa Grande, no programa do Herivelto Otoboni, e lá falou sobre a situação jurídica que envolve a sua eleição. Ele comentou que seguirá a sugestão de seus advogados, ou seja, deixar de ouvir a oposição e trabalhar.


Recurso de processo que envolve Verpa caminhou nos últimos dias no STF (Supremo Tribunal Federal) e STJ (Supremo Tribunal de Justiça). Nos dois as decisões são desfavoráveis ao prefeito eleito. “Nenhum deles teve trânsito em julgado. Eles ainda caminham e meus advogados trabalham para provar a minha inocência”, afirmou Verpa. Na sexta-feira deve se encerrar o julgamento do recurso que está no STF.


“Nada muda. Meus direitos políticos continuam intactos. Fui eleito e dia 18 de dezembro serei diplomado pela Justiça Eleitoral e dia primeiro de janeiro tomarei posse pela Câmara Municipal. As coisas seguem normalmente e minha preocupação no momento é continuar a transição do governo municipal”, disse ele. “O que acontece é que, mais uma vez, estão usando de meias verdades para confundir a população. Mas vamos em frente, continuar trabalhando pela nossa cidade”.

 

ENTENDA O PROCESSO

 

Quando foi secretário de Saúde de Igaraçu do Tietê, de 2009 a 2012, a administração da qual fazia parte tentou fazer com que o Hospital São Camilo, atendesse a cidade como como pronto-socorro. Foi aberta licitação e dentre os documentos foi necessária uma carta na qual o secretário de Saúde, na época Ricardo Verpa, atestasse que o hospital realmente existia.


“Fui até a DRS (Diretoria Regional de Saúde) para me certificar do que realmente precisava fazer em relação a essa licitação e lá me orientaram a proceder justamente dessa forma. Só que três dias depois da licitação o promotor de Justiça pediu o cancelamento do processo e, mesmo assim, entrou com a ação”, lembra Verpa. “E é justamente por isso que respondemos até hoje por isso”.