Sem leitos para Covid, médico relata rotina em hospital lotado de Jaú: 'Vivenciamos uma guerra'

Com mais de 100% de ocupação há semanas, Santa Casa admitiu

Por Cris Gomes 05/02/2021 - 08:58 hs
Foto: Arquivo pessoal
Sem leitos para Covid, médico relata rotina em hospital lotado de Jaú: 'Vivenciamos uma guerra'
Santa Casa de Jaú improvisa corredor para atender pacientes com Covid no pronto-socorro

Há semanas com todos os leitos para Covid-19 ocupados na Santa Casa de Jaú, profissionais de saúde da unidade vivem "dias intermináveis com problemas inimagináveis', de acordo com o relato do chefe do pronto-socorro e do PA da unidade, o médico Christiano de Luca Nassif.

Segundo o cardiologista, os funcionários presenciaram o colapso do sistema público de saúde nos últimos dias, com soluções bastante limitadas, e ainda não é possível enxergar uma melhora no atendimento a curto prazo.

Mesmo assim, o médico informou que todos do hospital estão trabalhando com muito empenho para garantir a melhor assistência possível aos pacientes.

Tenho a convicção de que todos em nosso hospital, com suas respectivas funções, trabalham de forma incessante para superarmos essa crise sanitária. Não creio que isso seja culpa de alguém, mas de todos nós", opina o médico.

Há semanas com todos os leitos para Covid-19 ocupados na Santa Casa de Jaú (SP), profissionais de saúde da unidade vivem "dias intermináveis com problemas inimagináveis', de acordo com o relato do chefe do pronto-socorro e do PA da unidade, o médico Christiano de Luca Nassif.

Segundo o cardiologista, os funcionários presenciaram o colapso do sistema público de saúde nos últimos dias, com soluções bastante limitadas, e ainda não é possível enxergar uma melhora no atendimento a curto prazo.

Mesmo assim, o médico informou que todos do hospital estão trabalhando com muito empenho para garantir a melhor assistência possível aos pacientes.

"Tenho a convicção de que todos em nosso hospital, com suas respectivas funções, trabalham de forma incessante para superarmos essa crise sanitária. Não creio que isso seja culpa de alguém, mas de todos nós", opina o médico.

Há semanas com todos os leitos para Covid-19 ocupados na Santa Casa de Jaú (SP), profissionais de saúde da unidade vivem "dias intermináveis com problemas inimagináveis', de acordo com o relato do chefe do pronto-socorro e do PA da unidade, o médico Christiano de Luca Nassif.

Segundo o cardiologista, os funcionários presenciaram o colapso do sistema público de saúde nos últimos dias, com soluções bastante limitadas, e ainda não é possível enxergar uma melhora no atendimento a curto prazo.

Mesmo assim, o médico informou que todos do hospital estão trabalhando com muito empenho para garantir a melhor assistência possível aos pacientes.

"Tenho a convicção de que todos em nosso hospital, com suas respectivas funções, trabalham de forma incessante para superarmos essa crise sanitária. Não creio que isso seja culpa de alguém, mas de todos nós", opina o médico.

O centro será adaptado na Unidade Ana Maria Ferraz, antigo prédio de uma empresa de diesel às margens da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), que recentemente foi doado ao Amaral Carvalho.

De acordo com o hospital, a unidade terá 39 leitos no total, sendo 35 leitos de enfermaria e mais quatro de tratamento semi-intensivo. Não haverá pronto-atendimento e a expectativa é que a unidade comece a funcionar ainda em fevereiro.


Ocupação Santa Casa

Nesta quinta-feira (4), a Santa Casa de Jaú estava com 73 pacientes internados na enfermaria de Covid, sendo que a unidade tem apenas 53 leitos. Já na UTI, são 60 pessoas internadas em 35 vagas.

De acordo com a gerente administrativa da Santa Casa de Jaú, Scila Carretero, isso significa que os pacientes com Covid estão tendo que ser transferidos para outros setores do hospital, o que compromete o atendimento a pessoas com outras doenças.

“Hoje estamos ocupando a sala de emergência, sala de sutura, consultório médico, todo o complexo do pronto-socorro está comprometido para pacientes da Covid e a nossa preocupação são as outras patologias de urgência, que nós não vamos conseguir atender devido a essa alta demanda”, explicou.

Para o infectologista Carlos Fortaleza, integrante do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, o colapso do sistema de saúde provocado pelos casos de Covid-19 vivido pela Santa Casa de Jaú deve servir de alerta para prefeitos que decidiram flexibilizar o Plano São Paulo, especialmente na fase vermelha.

“Vivemos uma situação gravíssima, de hospitais em colapso, e temos de evitar toda e qualquer oportunidade de transmissão do coronavírus. É por isso que precisamos do amargo remédio de fechar as atividades não-essenciais”, diz o especialista.

G1