Governo de SP lança site para cadastro obrigatório de profissionais de escolas que serão vacinados a partir de 12 de abril

Segundo Secretaria Estadual da Educação, servidores só poderão ser vacinados após sistema validar o registro e gerar um código, que deverá ser apresentado nas unidades de saúde dos municípios

Por Camila Ramos 01/04/2021 - 21:08 hs
Foto: Imagem Ilustrativa/Google
Governo de SP lança site para cadastro obrigatório de profissionais de escolas que serão vacinados a partir de 12 de abril
Poderão ser vacinados os profissionais com idade mínima de 47 anos

O governo de São Paulo lançou nesta quinta-feira (1°) um site para cadastro obrigatório dos profissionais de educação, que começarão a ser vacinados contra a Covid-19 a partir do dia 12 de abril. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, os servidores só poderão receber a primeira dose da vacina após o sistema validar o registro e gerar um código, que deverá ser apresentado nas unidades de saúde dos municípios.

Na primeira etapa, serão vacinados 350 mil profissionais com 47 anos ou mais que atuam desde creches ao ensino médio, nas redes estadual, federal, municipais e privadas do estado. “A vacinação é só para quem está ativo e trabalhando efetivamente na escola. Inclusive profissionais que estão com contratos ativos, mas estão de licença por algum motivo, não entrarão na vacina neste momento. A prioridade é especialmente para quem está lá na sala de aula, limpando a escola, arrumando a escola”, disse o secretário da Educação, Rossieli Soares em coletiva de imprensa sobre a plataforma.

Ainda de acordo com a secretaria, todos profissionais de educação podem fazer o cadastro, mas a recomendação é a de que o sistema seja usado incialmente para o público-alvo. Poderão ser vacinados os profissionais com idade mínima de 47 anos:

Professores da Educação Básica;

Merendeiras;

Auxiliares de serviços gerais e faxineiros;

Secretários da escola;

Diretores e vice-diretores;

Professores coordenadores pedagógicos;

Cuidadores.

A pasta defende que o sistema visa garantir mais segurança para o retorno das atividades presenciais nas escolas.

 

Como cadastrar

Os profissionais devem fazer o cadastro no site [CLIQUE AQUI], com informações do CPF, nome completo e e-mail.

Em seguida, ele receberá um link no e-mail indicado e será necessário acessá-lo para dar continuidade ao cadastro. No passo seguinte, o profissional deve confirmar os dados pessoais e apontar nome da escola, rede de ensino, município e cargo ocupado. Também será necessário anexar os dois últimos holerites.

Na sequência, o cadastro passará por um processo de análise e, se validado, o profissional receberá em seu e-mail o comprovante VacinaJá Educação. O documento terá um QRCode para verificação de autenticidade. No momento da vacinação, o profissional da educação deverá apresentar o comprovante VacinaJá Educação, RG e CPF para conferência dos dados pelo profissional de saúde.

Caso o usuário não apresente o comprovante VacinaJá Educação ou o seu número de CPF não conste no comprovante apresentado, não poderá ser imunizado.

 

Aulas presenciais

O estado manteve a autorização para as escolas funcionarem independente da fase da quarentena e publicou um decreto incluindo a educação como serviço essencial.

Na rede estadual, o governo antecipou os recessos de abril e outubro e suspendeu as aulas até o dia 28 de março.

As escolas podem voltar a receber alunos presencialmente com 35% da capacidade a partir do dia 5 de abril, mesmo na fase emergencial, desde que sejam autorizadas pelas prefeituras das cidades.

“Na semana que vem continuamos com as atividades presenciais, com alimentação, atendimento àqueles que não têm equipamentos e internet. Isso vai continuar no estado todo. As aulas estão online, mas para aqueles que precisam de suporte a escola vai estar aberta. Na semana que vem vamos fazer qualquer pronunciamento sobre como será a partir do dia 12, porque a gente vai discutir com a área da saúde de como estarão os indicadores”, afirmou o secretário.

A orientação, entretanto, é para que seja priorizado o ensino remoto, e que as unidades abram para oferta de merenda e alunos que não conseguem acompanhar as aulas a distância.


Informações: G1 Bauru/Marília